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Travessia Águamãe resgata memória ancestral e debate o futuro ambiental da Baía de Guanabara

Com condução de Ailton Krenak e Mateus Aleluia, projeto une arte, saberes indígenas e reflexão ecológica em uma jornada simbólica pelas águas cariocas

29/10/2025
© Fernando Frazão/Agência Brasil

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Baía de Guanabara foi palco de uma travessia singular neste sábado (25), em que passado, presente e futuro se encontraram sobre as mesmas águas que moldaram a história do Rio de Janeiro e do Brasil. A bordo da embarcação Águamãe, o pensador e ambientalista Ailton Krenak e o músico e pesquisador Mateus Aleluia conduziram uma viagem simbólica e poética que reuniu arte, ancestralidade e consciência ecológica.

A iniciativa, promovida pela Associação Selvagem Ciclo de Estudos, cofundada por Krenak, Anna Dantes e Madeleine Deschamps, contou com o apoio do Museu do Amanhã e da Barcas Rio, integrando a programação da Temporada França-Brasil 2025. A navegação foi aberta ao público mediante inscrição e se propôs a revisitar a história das águas da Guanabara, território onde já existiram mais de 80 aldeias indígenas e que recebeu o maior número de africanos escravizados de toda a América.

Hoje, o local que abriga plataformas de petróleo e sofre com poluição e vazamentos de óleo ainda é espaço de vida, pesca e banho de mar — e carrega em si as marcas da resistência e da esperança.

As vozes da memória

Durante a travessia, cantos, conversas e apresentações entrelaçaram lembranças e reflexões sobre o modo como os povos originários se relacionam com o ambiente e com a espiritualidade da água. A jornalista e artista Renata Tupinambá, integrante do povo Tupinambá, apresentou poesia e canto em língua tupi e destacou o papel simbólico da Baía.

“A Guanabara é mãe de muitos povos. Existem muitos mundos conectados ali, um lugar que acolhe e sempre acolheu. É um abraço entre águas, um útero de memórias”, afirmou.

Renata lembrou ainda o retorno do manto Tupinambá ao Rio de Janeiro, peça sagrada levada à Dinamarca durante o período colonial. “O manto Tupinambá é mais velho que o Brasil. A chegada desse ancião fortalece as narrativas de um Rio que ainda não era Rio, mas que está cercado de memórias naquelas águas que são a Guanabara”, disse.

O cineasta e líder espiritual Carlos Papá Mirim Poty também participou da jornada, lembrando que a própria identidade carioca é marcada pela herança indígena.

“Os cariocas não sabem ainda o significado do que falam. Palavras como Ipanema, Jacarepaguá e até carioca são indígenas. É uma honra revelar seus significados e resgatar essas raízes”, destacou.

A vida que pulsa nas águas

O artista também lembrou que a Baía é morada de diversos seres não humanos, que merecem respeito e proteção. Para ele, a recente despoluição de trechos da Guanabara, que permitiu o retorno dos banhos em praias como a do Flamengo, deve ser vista como um marco de reconciliação entre cidade e natureza.

“Quando o ser humano entende que não é o único que vive ali — que há crustáceos, moluscos, peixes e aves que dependem daquele ecossistema — surge o cuidado verdadeiro. É uma responsabilidade coletiva”, explicou.

A pensadora Cristine Takuá, do povo Maxakali, reforçou a importância de aprender com os outros seres vivos.

“Os coletivos de formigas, abelhas e cotias convivem de forma mais ética do que nós, humanos. Foram séculos de uma humanidade que pisou pesado na Terra, e hoje ela está machucada. Precisamos reaprender a caminhar”, alertou.

A Baía e o futuro ambiental

Com 337 km² de espelho d’água e 40 ilhas, a Baía de Guanabara recebe águas de 143 rios e córregos e abriga uma população de 8,4 milhões de pessoas em seu entorno. Além de importância histórica e econômica, o local possui forte carga simbólica — segundo tradições do Rio Negro, é o “Lago do Leite” por onde passou a canoa-cobra em sua travessia cósmica pela Via Láctea.

A diretora Anna Dantes, uma das fundadoras do projeto Selvagem, destacou que as lições da Guanabara são essenciais para pensar os novos desafios ambientais do país, como a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.

“Esse território foi tão atacado e transformado que se tornou um espelho do que o sistema colonial e extrativista causa. Se quisermos entender a crise atual, precisamos olhar para a Baía e para suas feridas”, afirmou.

Ela relembrou o vazamento de 2000, quando um duto da Petrobras despejou 1,3 milhão de litros de óleo nas águas, marcando um dos piores acidentes ambientais da história do Brasil.

Com a COP30 marcada para novembro em Belém, a antropóloga e cineasta Nastassja Martin ressaltou que o futuro do planeta depende de ouvir as comunidades que convivem diretamente com a natureza.

“Não se trata apenas de integrar, mas de ouvir quem vive conectado a esses lugares e sente as mudanças todos os dias. As mudanças climáticas não são teóricas, são uma questão de sobrevivência”, pontuou.

Existir é maravilhoso

Encerrando a travessia, Ailton Krenak lembrou que o maior aprendizado da humanidade é o próprio ato de viver.

“A filosofia ocidental acredita que existimos para realizar algo, deixar monumentos. Mas podemos existir sem precisar deixar marcas. Receber a vida e viver já é maravilhoso demais”, escreveu em seu livro Um Rio, Um Pássaro.

Krenak conclui com um convite à simplicidade:

“Chegamos à Terra como pássaros que pousam silenciosamente, e um dia partimos de viagem ao céu sem deixar rastros.”

A travessia Águamãe, mais do que um evento cultural, revelou-se um gesto de reconexão — entre povos, tempos e mundos — reafirmando que cuidar da água é cuidar da própria vida.

Fonte: Agência Brasil

Tags: Ailton KrenakAnna DantesBaía de GuanabaraCOP30CulturahistóriaMateus AleluiaMeio Ambientepovos indígenasSustentabilidade
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