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Descoberta inédita revela pegadas de dinossauros na Amazônia após mais de 100 milhões de anos

Vestígios identificados na Bacia do Tacutu, em Roraima, comprovam que a região foi habitat de diferentes grupos de dinossauros no período jurássico-cretáceo

23/11/2025
© Agência Brasil

© Agência Brasil

Os dinossauros sempre foram associados a regiões do Brasil onde a geologia facilita a preservação de fósseis, como o Nordeste e o Sul. Entretanto, até recentemente, não havia qualquer evidência que comprovasse a presença desses animais na Amazônia. Isso mudou após pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) identificarem, pela primeira vez, indícios de que dinossauros habitaram a região amazônica há mais de 103 milhões de anos. A descoberta representa um marco histórico para a paleontologia brasileira e amplia o conhecimento sobre o passado pré-histórico da maior floresta tropical do planeta.

Pegadas revelam grupos distintos de dinossauros

O estudo encontrou mais de dez pegadas do período jurássico-cretáceo em formações rochosas na Bacia do Tacutu, localizada no município de Bonfim, ao norte de Roraima. Embora não seja possível determinar com exatidão qual espécie deixou cada registro, as marcas permitem identificar grupos de dinossauros que viveram na região.

Entre eles estão:

  • Raptores, dinossauros velozes e geralmente carnívoros;

  • Ornitópodes, herbívoros bípedes;

  • Xireóforos, animais com placas ósseas sobre o corpo, semelhantes aos anquilossauros.

A descoberta rompe paradigmas e confirma que a Amazônia, hoje marcada por clima úmido e vegetação densa, já teve características ambientais favoráveis ao trânsito e à preservação de grandes animais pré-históricos.

Por que fósseis são tão raros na Amazônia?

A região amazônica é um dos locais com menor registro fossilífero do país. Isso acontece porque suas formações rochosas são geralmente expostas e passam por intemperização, processo natural de desgastes físicos e químicos causados por chuvas, umidade e erosão. Esse fenômeno degrada vestígios orgânicos ao longo do tempo.

O pesquisador Lucas Barros, autor da descoberta e mestre pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa), explica que a preservação de material ósseo depende de soterramento profundo.

“O Tacutu era um vale com diversos canais de rios que fluíam juntos. Era um ambiente com muita água e vegetação”, afirma Barros. “Quando um animal fazia uma pegada, a umidade permanecia ali. Com o tempo, essa marca secava, endurecia e conseguia resistir ao soterramento.”

Milhares de anos depois, a pegada transformava-se em rocha sólida, resistente o suficiente para sobreviver à erosão atual. Além disso, uma área de vegetação de cerrado presente na Bacia do Tacutu ajudou a preservar afloramentos rochosos que hoje expõem o material fossilífero.

“Essa mancha de savana permite encontrar afloramentos e verificar conteúdos fossilíferos. Assim surgem também fósseis de invertebrados, plantas, troncos e impressões de folhas”, acrescenta Barros.

Uma descoberta que levou 11 anos para ser estudada

As primeiras pegadas foram identificadas ainda em 2014, durante uma atividade de campo de estudantes de geologia da UFRR coordenada pelo professor Vladimir Souza. Entretanto, na época a instituição não possuía especialistas em paleoecologia nem equipamentos adequados para análise.

Com receio de que a descoberta fosse apropriada por outros grupos, o projeto foi temporariamente arquivado. Só em 2021, com a entrada de Barros e o apoio do professor Felipe Pinheiro, da Unipampa, a pesquisa foi retomada e transformada em uma tese de mestrado.

Barros começou então a mapear locais com icnofósseis, vestígios biológicos de organismos do passado, como pegadas, marcas e trilhas. O processo de identificação utiliza técnicas modernas como a fotogrametria, que cria modelos 3D altamente fiéis.

“A fotogrametria permite digitalizar o modelo com precisão incrível. Foi assim que descrevi as pegadas e identifiquei novos afloramentos”, explica Barros.

Perspectivas futuras e obstáculos para novas pesquisas

O pesquisador estima que centenas de pegadas estejam distribuídas pela Bacia do Tacutu. Atualmente, ele investiga marcas encontradas na Terra Indígena Jabuti, onde quatro áreas já foram identificadas com grande relevância científica.

Entretanto, o avanço da pesquisa é limitado por um desafio frequente na paleontologia brasileira: parte dos registros está em propriedades privadas. Muitos proprietários temem que a divulgação científica possa resultar em demarcação de terras ou perda da posse, o que dificulta o acesso dos pesquisadores aos sítios fossilíferos.

Mesmo assim, a equipe segue empenhada em ampliar o mapeamento, buscando apoio institucional e diálogos com comunidades locais.

A descoberta das pegadas na Amazônia não apenas ressignifica a história geológica da região, mas também fortalece o papel da ciência brasileira na investigação de seu próprio território. Ao revelar que dinossauros caminharam por onde hoje se ergue a maior floresta tropical do mundo, o estudo abre espaço para novas perguntas, novas expedições e para um futuro de conhecimento ainda mais amplo sobre o passado do planeta.

Fonte: Agência Brasil

 

Tags: amazôniaBacia do TacutuCiênciaDinossaurosfósseisPaleontologiapesquisa brasileiraRoraimaUFRR
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