Atendendo a uma recomendação do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta que as pessoas que receberam, em 2018, a dose fracionada da vacina contra a febre amarela procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para completar o esquema vacinal com a dose padrão. A medida é voltada principalmente aos moradores do estado que participaram da estratégia emergencial adotada naquele ano, em meio a um cenário de risco elevado de transmissão da doença.
A dose fracionada, equivalente a um quinto da dose padrão, foi utilizada de forma excepcional em 2018 como resposta a uma emergência em saúde pública. Naquele contexto, o estado de São Paulo enfrentava aumento no número de casos de febre amarela silvestre, o que levou as autoridades sanitárias a adotarem a estratégia como forma de ampliar rapidamente a cobertura vacinal da população. Apesar de eficaz no controle imediato da doença, a dose fracionada possui validade limitada, estimada em cerca de oito anos.
Por esse motivo, quem recebeu a vacina fracionada naquele período precisa agora completar o esquema vacinal com a aplicação da dose padrão, que garante imunização permanente contra a febre amarela. Diferentemente da estratégia emergencial, a vacinação de rotina utiliza a dose integral da vacina, que, segundo as diretrizes atuais, confere proteção por toda a vida, sem necessidade de reforços.
A recomendação vale exclusivamente para as pessoas que receberam a dose fracionada em 2018. Aqueles que tomaram a vacina em dose padrão, seja antes ou depois desse período, não precisam se vacinar novamente, pois já estão considerados imunizados de forma definitiva. A orientação é verificar a carteira de vacinação e, em caso de dúvida, procurar uma UBS para avaliação da situação vacinal.
Para facilitar o acesso da população, as Unidades Básicas de Saúde de São Paulo estarão abertas neste sábado (24), das 8h às 17h, durante o Dia D de Imunização contra a febre amarela e o sarampo. A ação faz parte de um esforço conjunto entre o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual da Saúde para ampliar a cobertura vacinal e evitar o ressurgimento de doenças que podem ser prevenidas por vacina.
Desde o dia 12 de janeiro, o governo estadual vem intensificando a oferta de vacinas, levando equipes de imunização a locais de grande circulação de pessoas, como estações de metrô e de trem, terminais de ônibus e centros comerciais. A estratégia busca alcançar pessoas que, por diferentes motivos, ainda não atualizaram o esquema vacinal ou têm dificuldade de acesso aos serviços de saúde durante a semana.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, que vivem principalmente em áreas de mata. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A presença do vírus em determinadas regiões costuma ser identificada por meio da morte de macacos, que também são vítimas da doença e apresentam alta taxa de mortalidade quando infectados. Por isso, as autoridades de saúde reforçam que o avistamento de macacos mortos ou doentes deve ser comunicado imediatamente às equipes de vigilância do município, para investigação e adoção de medidas preventivas.
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas costas, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência hepática e renal, hemorragias e até levar à morte. A vacinação é considerada a forma mais eficaz de prevenção, aliada a ações de vigilância ambiental e controle dos vetores.
A vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do calendário nacional de vacinação. Desde abril de 2017, o Brasil adotou oficialmente o esquema vacinal de dose única ao longo da vida, em consonância com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa diretriz reforça a importância de garantir que a população tenha recebido a dose padrão, especialmente aqueles que, em situações excepcionais, receberam a dose fracionada.
As autoridades de saúde alertam que manter a carteira de vacinação atualizada é uma responsabilidade individual e coletiva, fundamental para a prevenção de surtos e para a proteção de grupos mais vulneráveis. A recomendação é que a população aproveite as ações de mobilização e procure uma UBS para regularizar sua situação vacinal, contribuindo para a manutenção dos avanços alcançados no controle da febre amarela no país.
Fonte : Agência Brasil

