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Livro analisa autobiografias de escravizados e lança novo olhar brasileiro sobre o abolicionismo nos EUA

Jornalista Rafael Cardoso transforma pesquisa acadêmica em obra que investiga relatos de Frederick Douglass e William Grimes

10/02/2026
© Fernando Frazão/Agência Brasil

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O jornalista Rafael Cardoso lançou nesta semana, no Rio de Janeiro, o livro Autobiografias de Escravizados: Frederick Douglass, William Grimes e abolicionismo nos Estados Unidos, publicado pela editora Dialética. A obra é resultado de sua pesquisa de mestrado em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e propõe uma inversão pouco comum no campo das ciências sociais: em vez de um pesquisador estrangeiro estudar o Brasil, é um historiador brasileiro que se dedica a analisar criticamente a experiência da escravidão e do abolicionismo nos Estados Unidos.

O lançamento reuniu colegas de profissão, pesquisadores e interessados em história social, destacando a relevância do tema em um momento de intensos debates sobre memória, racismo e desigualdades estruturais. Cardoso, que atua como repórter da Agência Brasil, aposta na aproximação entre jornalismo e pesquisa acadêmica para ampliar o alcance da reflexão histórica para além dos muros universitários.

Segundo o autor, o interesse em estudar a escravidão fora do Brasil nasce da necessidade de ampliar perspectivas. “A gente não pode limitar o nosso olhar só para o que é mais próximo”, afirma. Para ele, observar a experiência norte-americana permite compreender tanto as semelhanças quanto as diferenças estruturais entre dois sistemas escravistas que marcaram profundamente a formação social das Américas.

Um dos pontos centrais destacados no livro é a enorme disponibilidade de fontes primárias nos Estados Unidos, especialmente relatos escritos em primeira pessoa por homens e mulheres que viveram a condição de escravizados. Muitos desses indivíduos conseguiram fugir do sul escravista para o norte abolicionista e registraram suas experiências em autobiografias publicadas ainda no século XIX.

“Nós não tivemos no Brasil esse tipo de texto, de narrativa em primeira pessoa”, observa Cardoso. Ele lembra que, no contexto brasileiro, a maioria da população escravizada era analfabeta e não teve condições materiais de produzir registros escritos sobre a própria vida. Diante dessa ausência, historiadores brasileiros precisaram reconstruir trajetórias a partir de documentos indiretos, como registros de cartório, certidões de batismo, inventários e fontes administrativas dos locais de exploração do trabalho escravo.

A principal exceção brasileira, segundo o autor, é a Biografia de Mahommah Gardo Baquaqua. Nascido em 1824, na região que hoje corresponde ao Benim, Baquaqua foi escravizado no Brasil, passou por Olinda, em Pernambuco, e depois pelo Rio de Janeiro. Ele conquistou a liberdade ao chegar aos Estados Unidos e deixou um raro relato autobiográfico, que se tornou referência para os estudos sobre escravidão no Brasil.

No recorte escolhido para a pesquisa, Rafael Cardoso se debruça sobre as trajetórias de dois personagens emblemáticos da história norte-americana: Frederick Douglass (1818–1895) e William Grimes (1784–1865). Ambos pertencem à segunda ou terceira geração de pessoas escravizadas nos Estados Unidos e publicaram duas autobiografias cada. Grimes lançou seus livros em 1825 e 1855, enquanto Douglass publicou suas obras em 1845 e 1855.

Ao comparar os relatos produzidos com um intervalo de cerca de 30 anos, o historiador identifica transformações significativas na sociedade escravista e no movimento abolicionista norte-americano. As mudanças políticas, econômicas e sociais do período aparecem refletidas nas narrativas, revelando não apenas experiências individuais, mas também o contexto mais amplo em que esses sujeitos estavam inseridos.

Nas autobiografias, Cardoso analisa aspectos como os espaços de vida, os laços familiares, as relações sociais e o ambiente político. “É possível perceber como tudo isso influencia a vida do sujeito e a forma como ele quer se colocar no mundo”, explica. Para o autor, esses relatos oferecem uma janela privilegiada para compreender o cotidiano da escravidão e as estratégias de resistência e afirmação da humanidade dos escravizados.

Com uma abordagem inspirada em referências marxistas e gramscianas, o pesquisador destaca que fatores estruturais — econômicos, sociais e políticos — condicionam escolhas e limitam possibilidades de vida. “As influências estruturais não determinam tudo, mas moldam profundamente as oportunidades e os caminhos disponíveis”, avalia.

No exercício diário do jornalismo, Rafael Cardoso afirma que a formação em história contribui diretamente para o seu trabalho. Para ele, estudar processos históricos aprimora a capacidade de análise crítica da realidade, habilidade essencial para a cobertura de temas sociais e ambientais. “A história ajuda a entender que os problemas do presente têm raízes profundas”, resume.

Ao transformar uma dissertação acadêmica em livro, o autor aposta na divulgação científica como ferramenta de democratização do conhecimento. Autobiografias de Escravizados se insere, assim, no esforço de ampliar o debate público sobre escravidão, memória e abolicionismo, conectando passado e presente em uma reflexão necessária para compreender as desigualdades que ainda marcam as sociedades contemporâneas.

Fonte : Agência Brasil

Tags: abolicionismoautobiografias de escravizadosescravidãohistória dos Estados Unidosliteratura histórica
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