Com 35 anos de experiência no mercado, o corretor de seguros Adailson Cordovil, da ACCE Corretora de Seguros, explica por que orientação profissional, planejamento e prevenção fazem diferença na hora de proteger a família e o patrimônio.
O corretor de seguros exerce um papel que vai muito além de apresentar preços e opções de apólices. Em um mercado que envolve diferentes modalidades, coberturas, riscos e necessidades, contar com orientação profissional pode fazer a diferença principalmente no momento em que o cliente realmente precisa utilizar o seguro.
Essa é a avaliação de Adailson Cordovil, corretor de seguros que acumula 35 anos de experiência no mercado e construiu sua trajetória passando por seguradoras, cargos de gestão e também pela formação de novos profissionais até chegar à criação da ACCE Corretora de Seguros.
Ao longo da carreira, Adailson acompanhou as transformações do setor e também mudanças importantes no comportamento dos consumidores. Para ele, apesar das facilidades proporcionadas pela tecnologia, a contratação de um seguro exige conhecimento sobre aquilo que efetivamente está sendo contratado.
Uma trajetória de 35 anos no mercado de seguros
A história de Adailson no setor começou em 1991, quando recebeu uma oportunidade para trabalhar em uma seguradora em outra cidade. O convite surgiu por intermédio de um colega de faculdade e acabou definindo os rumos de sua vida profissional.
A partir daquela experiência, ele iniciou uma trajetória dentro do mercado segurador e tornou-se assistente comercial de uma seguradora multinacional. Posteriormente, passou por outras três companhias e chegou à gerência de diferentes filiais.
Depois de anos atuando dentro das seguradoras, em 2016 decidiu iniciar uma nova etapa profissional.
Foi quando se formou como corretor de seguros e passou a exercer diretamente uma atividade que, durante muitos anos, havia acompanhado e apoiado de outra perspectiva.
Sua experiência também chegou às salas de aula. Adailson atuou como professor ligado ao mercado de seguros e afirma ter contribuído para a formação de mais de 300 corretores.
A experiência acumulada e a identificação com a profissão levaram à criação da ACCE Corretora de Seguros, consolidando uma trajetória que hoje soma 35 anos dedicados ao setor.
Por que procurar um corretor de seguros?
Com a digitalização dos serviços, contratar seguros pela internet tornou-se cada vez mais simples. Em poucos minutos, o consumidor pode preencher informações, comparar preços e até concluir uma contratação.
Mas facilidade não significa necessariamente que a escolha realizada seja a mais adequada.
Segundo Adailson, um dos principais problemas está justamente na complexidade do mercado segurador.
Existem seguros para automóveis, residências, empresas, proteção financeira, vida, responsabilidade civil profissional e diversas outras modalidades, cada uma com características, coberturas, limites e condições específicas.
Por isso, na avaliação do profissional, tentar definir sozinho qual produto atende melhor determinada necessidade pode resultar em uma contratação inadequada.
“É humanamente impossível uma pessoa simplesmente clicar em uma página na internet e tentar fazer o seguro sozinha sem uma orientação adequada. O ideal é consultar um profissional corretor de seguros”, explica.
O papel do corretor, portanto, não deve ser entendido apenas como o de vender uma apólice. Antes da contratação, é necessário compreender quais são os riscos do cliente, seu patrimônio, sua realidade familiar ou empresarial e, a partir disso, identificar as coberturas mais adequadas.
Olhar somente para o preço pode ser um erro
Entre os principais erros cometidos pelos consumidores, Adailson destaca um comportamento bastante comum: escolher o seguro exclusivamente pelo preço.
Economizar é importante, mas contratar a opção mais barata sem compreender exatamente o que está incluído pode gerar problemas quando ocorrer um imprevisto.
“Como consumidores, queremos olhar somente para o preço e esquecemos de analisar a real necessidade e o motivo pelo qual estamos contratando aquele seguro”, afirma.
Antes de tomar uma decisão, algumas questões precisam estar claras: o que o seguro cobre? Em quais situações haverá indenização? Quais são os limites? Existem exclusões? A cobertura contratada realmente corresponde aos riscos enfrentados pelo cliente?
Para Adailson, o maior erro é chegar ao fim da contratação sem compreender exatamente o produto adquirido.
A economia realizada inicialmente pode perder completamente o sentido quando surge uma situação que não está contemplada pela cobertura escolhida.
Família deve estar entre as primeiras preocupações
Quando se fala em seguros, muitas pessoas pensam imediatamente no automóvel. Para Adailson, entretanto, a ordem das prioridades deveria começar por aquilo que possui maior impacto na vida das pessoas: a proteção da família.
Nesse contexto, ele destaca o seguro de vida e os produtos de proteção financeira.
A lógica é simples: se a renda de uma pessoa é fundamental para manter a família, uma doença, acidente, incapacidade temporária ou falecimento pode provocar consequências financeiras significativas.
Depois da proteção familiar, outra prioridade deveria ser a residência.
A casa costuma representar não apenas um patrimônio de grande valor financeiro, mas também o resultado de muitos anos de trabalho e planejamento.
Somente depois dessas prioridades, segundo o corretor, deveriam entrar na análise outros bens, como automóveis e imóveis adicionais.
“O essencial é sempre pensar primeiro na proteção da família”, ressalta.
Consumidor está mais imediatista
Ao longo de mais de três décadas de atuação, Adailson também percebeu uma transformação significativa no perfil dos clientes.
Hoje, segundo ele, as pessoas buscam soluções cada vez mais rápidas, simples e baratas.
A tecnologia contribuiu para esse comportamento ao tornar diversos serviços praticamente instantâneos. O problema acontece quando essa mesma lógica é aplicada a uma contratação que exige análise de riscos e planejamento.
No mercado de seguros, nem sempre a solução mais rápida ou mais barata é necessariamente a que oferece a proteção mais adequada.
Por isso, a orientação especializada continua tendo importância mesmo diante do crescimento das plataformas digitais.
Seguro: gasto ou investimento?
Uma das principais barreiras culturais enfrentadas pelo setor ainda é a percepção de que seguro representa apenas mais uma despesa mensal.
Adailson reconhece que essa sensação existe, principalmente quando o orçamento familiar fica mais apertado. Como o benefício do seguro não é necessariamente percebido todos os dias, ele pode acabar entre os primeiros itens que algumas pessoas pensam em cancelar.
Mas é justamente diante de um acontecimento inesperado que sua importância fica mais evidente.
Um incêndio residencial pode comprometer um patrimônio construído durante décadas. Um acidente pode impedir temporariamente uma pessoa de trabalhar. Uma cirurgia pode alterar completamente a rotina e a renda de uma família. Uma colisão de automóvel pode gerar despesas que não estavam previstas no orçamento.
São situações que ninguém espera enfrentar, mas que podem acontecer a qualquer momento.
“Na hora em que você tem uma perda, é que percebe que aquele gasto passa a ser um grande investimento”, afirma Adailson.
Para o corretor, prevenção significa reconhecer que patrimônio, estabilidade financeira e qualidade de vida são resultados construídos ao longo de muitos anos.
Proteger essas conquistas não elimina os riscos, mas pode reduzir consideravelmente os impactos financeiros quando algo inesperado acontece.
Depois de 35 anos acompanhando clientes, seguradoras e profissionais do setor, Adailson Cordovil resume sua visão a partir de uma mudança de perspectiva: seguro não deve ser pensado apenas pelo valor pago mensalmente, mas pelo tamanho da perda que ele pode ajudar a evitar ou minimizar.
Mais do que contratar uma apólice, trata-se de planejar como proteger aquilo que levou anos — e, muitas vezes, uma vida inteira — para ser construído.

