Seleção Pública de Patrocínio 2026/2027 contempla iniciativas culturais, sociais, ambientais, esportivas e de negócios, com foco em emprego, renda e inclusão nos estados da região
Projetos na Amazônia Legal vão ganhar um reforço importante nos próximos meses. O Banco da Amazônia divulgou o resultado da Seleção Pública de Patrocínio 2026/2027, que vai destinar R$ 3,9 milhões a 65 iniciativas de desenvolvimento econômico, social, cultural, ambiental e esportivo espalhadas pelos estados da região. Os recursos serão aplicados no exercício de 2027 e têm um objetivo claro: gerar emprego, renda, inclusão e cidadania para quem vive e trabalha na maior floresta tropical do planeta.
A notícia chega como um sinal de confiança na capacidade criativa e empreendedora dos amazônidas. Em vez de concentrar o investimento em poucas ações de grande porte, o edital aposta na pulverização dos recursos entre dezenas de propostas, alcançando desde festivais regionais e feiras agropecuárias até atletas em formação e ações de educação ambiental. É o tipo de política que faz o dinheiro circular perto de onde ele é mais necessário.
Dinheiro que circula na própria região
Segundo o banco, a seleção segue a Lei nº 13.303/2016, conhecida como Lei das Estatais, e a Instrução Normativa nº 02/2019 da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Os critérios de escolha valorizaram o fortalecimento da identidade amazônica, o desenvolvimento sustentável, a conservação ambiental e a inclusão social.
Em comunicado publicado em seu blog oficial, a instituição destacou que direcionar os recursos para esses segmentos faz com que o dinheiro circule localmente. Na prática, isso significa contratação de mão de obra da região, compra de insumos de fornecedores locais, movimentação do comércio e do turismo e valorização de artistas, produtores e atletas que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para conseguir apoio financeiro longe dos grandes centros do país.
Cinco eixos de investimento
O edital organizou os patrocínios em cinco grandes eixos, cada um com um teto específico de apoio por projeto:
- Cultural – até R$ 80 mil: música, audiovisual, artes cênicas, festivais regionais e saberes populares.
- Mercadológico, exposições e congressos – até R$ 80 mil: feiras agropecuárias, turismo regional, microempreendedores individuais (MEI) e indústria local.
- Social – até R$ 50 mil: garantia de direitos, combate à fome e à pobreza, capacitação profissional e inclusão produtiva.
- Ambiental – até R$ 50 mil: educação ambiental, reciclagem, economia circular e preservação de ecossistemas.
- Esportivo – até R$ 50 mil: esporte olímpico e paralímpico e fortalecimento das categorias de base.
A diversidade dos eixos mostra que o desenvolvimento da Amazônia não depende de uma única frente. Cultura, economia, meio ambiente, esporte e assistência social caminham juntos quando o assunto é melhorar a vida das comunidades e manter a floresta em pé.
Do esporte de alto rendimento às feiras do interior
Entre as iniciativas aprovadas, algumas chamam a atenção pelo potencial de transformar trajetórias. O projeto Braçadas do Futuro, de Roraima, vai apoiar a natação de alto rendimento para atletas e paratletas, abrindo caminho para que jovens da região disputem competições de nível nacional e, quem sabe, internacional.
Também na natação, o projeto Um Sonho Olímpico da Natação vai apoiar a carreira da atleta Pietra Diniz. Histórias como a dela mostram como um patrocínio bem direcionado pode ser decisivo para que talentos amazônicos tenham condições de treinar, viajar e competir em igualdade com atletas de outras regiões do Brasil.
No campo econômico, a 43ª Exposição Agropecuária de Altamira (Expoalta), no Pará, está entre os eventos contemplados. Feiras como essa movimentam a economia do interior, aproximam produtores de compradores, estimulam a troca de conhecimento técnico e fortalecem a vocação produtiva dos municípios amazônicos.
Contrapartidas para a sociedade
Um dos pontos mais positivos da seleção é que o apoio não é uma via de mão única. Os proponentes escolhidos assumiram o compromisso de oferecer contrapartidas à sociedade, como ações de preservação ambiental e medidas de acessibilidade universal, entre elas a tradução em Libras e adaptações às normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Com isso, os eventos e projetos patrocinados se tornam mais acessíveis a pessoas com deficiência e passam a deixar um legado ambiental concreto nas comunidades onde acontecem.
Compromisso com práticas antirracistas
O edital também incorporou um compromisso explícito com a igualdade racial. Estão previstos treinamentos de sensibilização para as equipes envolvidas, medidas de inclusão racial em todas as fases de desenvolvimento dos projetos e uma política de “zero tolerância” ao racismo nos conteúdos produzidos.
A iniciativa reforça a ideia de que o desenvolvimento da Amazônia precisa ser também um desenvolvimento justo, que reconheça e valorize a diversidade dos povos que formam a região, incluindo populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas e urbanas.
Próximos passos
A lista completa dos projetos aprovados e habilitados está disponível em PDF no site do Banco da Amazônia. Os responsáveis pelas propostas selecionadas vão receber, por e-mail, uma Carta de Aprovação com as orientações para a habilitação documental e a assinatura dos contratos.
Quem quiser acompanhar a agenda de feiras, festivais e ações socioambientais patrocinadas pode seguir o perfil do banco no Instagram, @bancoamazonia.
Um investimento no futuro da região
Ao apoiar 65 projetos na Amazônia Legal, o Banco da Amazônia aposta em uma ideia simples e poderosa: quem melhor conhece os desafios e as potencialidades da região são as pessoas que vivem nela. Ao financiar artistas, produtores, atletas, educadores ambientais e organizações sociais, o investimento ajuda a construir um modelo de desenvolvimento que gera renda sem abrir mão da floresta, da cultura e da dignidade das comunidades.
Para a Amazônia, cada festival realizado, cada atleta que chega ao pódio e cada família que encontra uma nova fonte de renda é uma prova de que crescimento econômico e responsabilidade social podem andar lado a lado. E essa é, sem dúvida, uma notícia que merece ser compartilhada.
Foto de destaque: Divulgação/TV Brasil
Fonte: Brasil 61

