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Ativista brasileira transforma solidariedade em impacto global e já calçou mais de 60 mil crianças em 24 países

História de Betty Mae Agi começa com trabalho voluntário em Angola e evolui para a criação de uma ONG que combate desigualdade, doenças e exclusão por meio de um gesto simples: oferecer um par de chinelos.

10/12/2025
© Betty Mae Agi/Arquivo pessoal

© Betty Mae Agi/Arquivo pessoal

A trajetória de Betty Mae Agi, biomédica, gestora de projetos e ativista, começou a se transformar em 2010, quando ela e sua irmã, Brenda, viajaram para Angola para realizar trabalho voluntário. Filhas de pai moçambicano e mãe brasileira, criadas em Brasília e radicadas em Anápolis (GO), as duas jovens abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina para viver uma experiência que mudaria suas vidas — e, de quebra, a vida de milhares de crianças ao redor do mundo.

Enquanto atuavam na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que muitas crianças adoeciam e até morriam em meio a condições extremas de vulnerabilidade. Entre os fatores que mais chamaram a atenção estava a exposição constante ao esgoto a céu aberto, agravada pelo fato de tantas delas estarem completamente descalças. A precariedade não era apenas um problema de higiene, mas também uma ameaça direta à sobrevivência. Segundo Betty, poucas pessoas olhavam para essa realidade à época, embora ela estivesse diante dos olhos de qualquer um disposto a ver.

De volta ao Brasil, com o sentimento de urgência pulsando, Betty e Brenda tiveram a ideia de criar uma ação simples e simbólica: juntar ballet e chinelos em um álbum de fotos divulgado no Orkut, antiga rede social muito popular na época. A intenção era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A mobilização, no entanto, tomou proporções inesperadas. Em apenas dois dias, a campanha alcançou contribuições vindas de 17 estados brasileiros, atingiu a meta rapidamente e extrapolou fronteiras, recebendo pedidos de ajuda também da Índia e do Haiti. A questão, perceberam, era global — e profundamente humana.

Naquele mesmo período, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontavam que cerca de 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de escolha. A ausência de calçados, explica Betty, vai muito além do desconforto. É uma questão de dignidade, saúde, proteção e mobilidade. “Imagina no meio de uma guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde?”, provoca a ativista.

A partir dessa mobilização inicial nasceu a ONG Compaixão Internacional, hoje presente em 24 países e responsável por entregar mais de 60 mil pares de chinelos para crianças vulneráveis. Para muitas delas, o chinelo não é apenas um item básico. É um instrumento que define se uma criança pode ou não ir à escola, transitar com segurança e evitar doenças sérias causadas pelo contato direto com solo contaminado. “O par de chinelos não é só aquele pedaço de borracha que a gente, de repente, tem vergonha de usar no Brasil. Ele é um meio de transporte”, resume Betty.

A ativista também destaca um aspecto frequentemente ignorado: o recorte racial. Para ela, 80% das pessoas que vivem descalças são não brancas, o que reforça a desigualdade estrutural e evidencia que a pobreza também tem cor. “É urgente resolver isso. A humanidade fala que está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns com carro elétrico; outros, descalços”, reflete.

Mas a história de Betty Mae Agi se desdobra ainda mais. Além de biomédica e ativista, ela é também palestrante e autista. O diagnóstico veio na infância, acompanhado sempre do incentivo dos pais, que falavam sobre propósito, missão e a importância de servir ao mundo com relevância. Sua entrada na faculdade aos 15 anos — e em outra cidade — foi um grande choque. Ao lado da irmã, também autista, enfrentou crises sensoriais, ansiedade social e inúmeras dificuldades que poderiam tê-la afastado da graduação. O que a manteve firme foi justamente o sentido maior por trás do que estava fazendo.

Durante anos, ouviu que seu maior problema era não olhar as pessoas nos olhos. A terapia a ajudou a entender seus limites, mas o que realmente transformou sua relação com o mundo foi perceber que seus olhos não precisavam estar no rosto das pessoas — mas nos pés delas. “Nosso maior ganho foi olhar para os pés das pessoas. Hoje eu continuo não olhando propriamente a cara das pessoas, mas eu olho para os pés e é isso que está me fazendo caminhar”, afirma com orgulho.

Caminhando, Betty chegou ainda mais longe: venceu o reality show de palestras The Best Speaker Brasil, em 29 de novembro, superando quase 36 mil inscritos e enfrentando gatilhos sensoriais como luzes, sons e multidões. No palco, falou abertamente sobre seu diagnóstico e foi acolhida. “O que me aterra nessa terra é um propósito. Se fosse outra coisa, sem propósito, eu não conseguiria”, conclui.

A história de Betty Mae Agi é o retrato vivo de como um gesto aparentemente simples — um par de chinelos — pode mudar destinos, restaurar dignidade e construir pontes ao redor do mundo.

Fonte: Agência Brasil

Tags: Angolaativismo socialAutismoBetty Mae AgiInclusãoinfância vulnerávelmobilidade infantilONG Compaixão Internacionalsaúde públicasolidariedade
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