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Formação Axé-Amém fortalece o diálogo entre fé negra, evangélicos e religiões de matriz africana no combate ao racismo religioso

Iniciativa do Iser reúne 37 participantes durante quatro meses e lança livro que celebra memórias, resistências espirituais e caminhos de integração entre expressões plurais da fé brasileira.

11/12/2025
© Fernando Frazão/Agência Brasil

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Construir pontes em vez de muros tem sido um dos desafios mais urgentes no debate sobre fé, diversidade e convivência religiosa no Brasil. Foi com esse propósito que nasceu a Formação Axé-Amém, idealizada pelo Instituto de Estudos de Religião (Iser), reunindo pessoas negras evangélicas e praticantes de religiões de matriz africana em uma jornada de quatro meses dedicada a enfrentar o racismo religioso e promover a integração por meio da fé.

A iniciativa resultou no livro Axé-Amém: Encruzilhadas da Fé Negra no Brasil, uma obra que registra as vivências, reflexões e práticas espirituais dos 37 participantes que integraram a formação. O foco está na chamada “dupla pertença religiosa”, quando indivíduos se reconhecem em mais de uma tradição ou comunidade espiritual. Essas narrativas, marcadas por memórias familiares, formação política e estratégias de resistência, têm como base a metodologia da Escrevivência, criada pela escritora Conceição Evaristo — uma escrita que parte do íntimo para revelar histórias que pertencem ao coletivo.

Entre as autoras está Amanda Damasceno, evangélica e mãe de dois filhos, cujo relato representa os conflitos vividos por muitas famílias brasileiras marcadas pela diversidade religiosa. Amanda relata que enfrentou profundo dilema quando sua filha mais velha decidiu se iniciar no candomblé aos 16 anos. “Como evangélica, sempre me ensinaram que as religiões de matriz africana eram demonizadas. Eu queria apoiar minha filha, mas sentia medo. E se ela chegasse em casa com roupas de santo? Para combater o racismo religioso na sociedade, primeiro precisei vencê-lo dentro de mim”, afirma. Sua trajetória de transformação pessoal reforça o caráter de cura, diálogo e reeducação que o projeto se propôs a estimular.

Na mesma direção, o babalorixá Igor Almeida destaca que o Axé-Amém representa um avanço na construção de um novo olhar sobre as múltiplas expressões da fé negra no Brasil. Para ele, a iniciativa permite desconstruir estigmas e fomentar respeito entre comunidades historicamente marcadas por tensões e incompreensões. “Nosso país é pluralista. Temos uma pluralidade de religiões e desinências — negra, indígena, mameluca — e precisamos aprender a conviver com respeito, não só em relação à religiosidade, mas no simples fato de sermos sujeitos dentro da sociedade”, afirma Igor.

O livro, lançado na última terça-feira (2) no Rio de Janeiro, é apresentado como uma ferramenta pedagógica e política. Para Carolina Rocha, historiadora, pesquisadora do Iser e uma das idealizadoras da formação, a obra foi pensada para atravessar espaços de fé e de formação crítica. “Esperamos que o livro funcione como ponte, não como muro. Ele foi pensado para ser lido em igrejas, terreiros, comunidades, bibliotecas, escolas e rodas de formação”, afirma.

Carolina caracteriza a publicação como uma “cartografia afetiva de existências que não cabem no discurso do ódio”. A frase sintetiza o espírito do projeto: mapear trajetórias que escapam às classificações rígidas e que, justamente por sua complexidade, denunciam o caráter redutor da intolerância religiosa. Para surpresa da equipe, a adesão de pessoas evangélicas ao edital público superou expectativas e reforçou a necessidade de criar espaços seguros de diálogo, acolhimento e aprendizado mútuo.

A Formação Axé-Amém se destaca ainda por ser um contraponto direto ao crescimento de casos de intolerância religiosa no país, especialmente contra comunidades de matriz africana. Ao reunir pessoas dispostas a ouvir e compartilhar suas histórias, a iniciativa evidencia que a construção de uma prática religiosa antirracista é possível — e urgente. A pluralidade das narrativas transforma o livro em uma obra coletiva que ecoa dores, resistências e caminhos de cuidado e reconciliação.

A relevância do programa também se reflete no impacto pessoal e espiritual dos participantes. Muitos relataram como a troca de experiências os ajudou a ressignificar crenças, lidar com conflitos identitários e compreender que a fé pode ser uma ferramenta de cura, e não de segregação. As encruzilhadas da fé negra no Brasil, como sugere o título do livro, são espaços de encontro onde diferentes histórias se cruzam para formar novos sentidos.

Com o lançamento de Axé-Amém: Encruzilhadas da Fé Negra no Brasil, o Iser reforça seu compromisso em promover debates que articulem fé, dignidade humana e justiça racial, apontando para um Brasil onde o respeito seja o princípio norteador das relações entre as diversas expressões religiosas.

Fonte: Agência Brasil

Tags: Axé-Amémcandomblédiálogo inter-religiosodiversidadedupla pertença religiosaEscrevivênciaevangélicos negrosfé negraIserracismo religioso
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