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Mulheres Rikbaktsa lideram projeto sustentável de castanha-do-pará e transformam economia em terras indígenas

Na Terra Indígena Erikpatsa, mulheres assumem protagonismo no beneficiamento da castanha-do-pará, gerando renda, fortalecendo tradições e protegendo a floresta com o apoio do projeto Biodiverso

27/04/2025
© Fernando Frazão/Agência Brasil

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Beneficiamento da castanha-do-pará tem mudado a realidade de dezenas de famílias da Terra Indígena (TI) Erikpatsa, localizada no noroeste do Mato Grosso. À frente dessa transformação está Neiriane Taerik, de 25 anos, a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho (ASIBV). Sob sua liderança, o projeto de beneficiamento da castanha vem trazendo autonomia financeira especialmente para as mulheres da comunidade Rikbaktsa.

A castanheira, árvore nativa da Amazônia, produz o ouriço, um fruto que abriga as castanhas-do-pará. Antes, a comunidade vendia os ouriços por preços baixos, mas, com a chegada de projetos socioambientais e parcerias comerciais, os indígenas passaram a fazer o beneficiamento localmente — retirando a castanha da casca e comercializando o produto pronto para o consumo. Esse processo aumentou significativamente o valor agregado, beneficiando a renda familiar.

“Está gerando renda”, destaca Neiriane. “As mulheres ficavam em casa, dependentes de tudo, cuidando dos filhos. Por isso veio a ideia de colocá-las para trabalhar, para que tivessem seus próprios recursos”, explica. Atualmente, 16 mulheres atuam diretamente no galpão instalado na aldeia, onde estão as máquinas para quebrar a casca da castanha. A fila de espera para participar do projeto só cresce.

Entre 2024 e 2025, a ASIBV — que representa 12 aldeias — comercializou 2,5 mil quilos da castanha já beneficiada com a empresa Império da Castanha, a R$ 10 o quilo. Isso gerou uma receita de R$ 25 mil para as comunidades envolvidas, de acordo com dados do projeto Biodiverso.

O Biodiverso também fornece equipamentos de proteção individual (EPIs) para a coleta e o beneficiamento da castanha. Ainda em 2025, o galpão será reformado com instalação de ar-condicionado e banheiros. A expectativa é de que, com a ampliação, mais mulheres possam aderir à iniciativa.

Marinalva Kidy, mãe de Neiriane, também trabalha no projeto. “Antes, a gente fazia artesanato e coletava a castanha no mato. Depois da parceria, viemos para o barracão. Melhorou muito minha vida financeira. Agora consigo pagar as contas, energia e até dívidas na loja”, afirma.

Alternativa sustentável

Cercado por fazendas, garimpos ilegais e madeireiras, o território Rikbaktsa enfrenta pressão constante. O projeto de beneficiamento surge, portanto, como uma alternativa sustentável para manter os indígenas em suas terras, sem precisar recorrer a empregos fora das aldeias.

O trabalho de coleta e quebra dos ouriços é feito por toda a família. Dauri Tsoimy, 48 anos, é um dos envolvidos na atividade. “Estamos criando uma mini fábrica dentro da nossa TI. Queremos que haja trabalho aqui mesmo, sem necessidade de sair para outras regiões. Queremos usufruir das riquezas que a floresta nos dá”, pontua.

Ermison Bybyimo, 38 anos, reforça que a castanha é parte da identidade cultural dos Rikbaktsa. “Desde pequenos aprendemos a cuidar da castanheira. A castanha está no café da manhã, no almoço e nas festas. É nosso alimento tradicional”, diz. Ele alerta ainda para a diminuição dos peixes e a evasão dos jovens por falta de oportunidade. “Esse projeto é essencial para mudar essa realidade.”

Eliminando atravessadores

O projeto Biodiverso busca garantir que os povos indígenas recebam o valor total de seus produtos, sem a interferência de atravessadores. Além da produção, há foco na educação ambiental e na valorização da floresta em pé como ativo econômico e cultural.

“O que está acontecendo é uma mudança concreta. Os jovens não precisam mais ir para as fazendas. Eles estão se tornando empreendedores de seus próprios territórios”, afirma o coordenador do Biodiverso, Sávio Gomes. Ele conhece a realidade amazônica de perto — nasceu na Reserva Extrativista Lago do Capanã Grande, no Amazonas, e até os 17 anos quebrava castanha.

Formado como Técnico Florestal e Gestor Ambiental, Sávio reflete sobre as contradições das reservas extrativistas. “Diziam que havia muita riqueza na Resex, mas eu não via essa riqueza. A floresta sozinha não basta. É preciso transformar essa biodiversidade em qualidade de vida”, defende.

Expansão e metas

Além da TI Erikpatsa, o projeto Biodiverso é implementado em outras terras indígenas, como Japuíra, Escondido, Aripuanã, Arara do Rio Branco e na Reserva Extrativista Guariba Roosevelt. Juntas, essas localidades produziram 34,4 toneladas de castanha em 2024, gerando R$ 366.750 em receita para as comunidades.

Outra frente de atuação é a produção de mel, já iniciada na aldeia Pé de Mutum, na TI Japuíra, com foco nas mulheres. O mel, usado para adoçar a bebida tradicional chicha, vinha se tornando raro devido à escassez de enxames. A atividade visa resgatar essa tradição e garantir alimento e renda sustentável.

“Eu quero aprender coisas novas, não só para mim, mas para minha comunidade e nossos filhos”, diz Genilda Madair Rikbaktatsa, uma das participantes do projeto.

O Biodiverso é desenvolvido pela OSCIP Pacto das Águas, com patrocínio da Petrobras. Até 2027, a meta é apoiar 300 extrativistas na produção de 800 toneladas de castanha, 90 toneladas de borracha e 15 toneladas de óleo de copaíba, garantindo boas práticas e assistência técnica, com a conservação de 1,4 milhão de hectares do bioma amazônico.

A equipe da Agência Brasil visitou, a convite da Petrobras, as aldeias Barranco Vermelho e Beira Rio, na TI Erikpatsa, e Pé de Mutum, na TI Japuíra, nos dias 8 e 9 de abril.

Fonte: Agência Brasil

Tags: amazôniacastanha-do-paráconservação ambientalgeração de rendamulheres indígenasPetrobraspovos indígenasprojeto BiodiversoRikbaktsaSustentabilidadeterra indígena
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