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PUC-Rio recria acervo marajoara em 3D e amplia acesso à memória pré-colombiana

Projeto digitaliza 47 peças raras do Museu do Marajó e integra tecnologia, preservação cultural e ações sociais no Pará por meio do programa Amazonizar.

21/11/2025
© Tomaz Silva/Agência Brasil

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Um projeto inovador desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) está transformando a forma como o Brasil preserva e acessa sua herança arqueológica. Ao digitalizar peças raras da cultura marajoara pertencentes ao acervo do Museu do Marajó, no Pará, pesquisadores criaram modelos 3D de 47 artefatos produzidos muito antes da chegada dos europeus às Américas. A iniciativa inclui vasos, urnas funerárias e objetos cerimoniais, alguns deles reconstruídos digitalmente após séculos de danos.

O trabalho é liderado pelo professor Jorge Lopes, responsável pelo Biodesign Lab da PUC-Rio e referência nacional em digitalização de acervos históricos. Segundo ele, o impacto da ação vai muito além da reprodução estética das peças: os arquivos digitais funcionam como garantia de preservação e documentação para futuras gerações. “Alguns vasos já estão em realidade aumentada, e você pode remontar eles digitalmente. Vários outros têm arquivos matemáticos que permitem, inclusive, impressão em 3D. É possível reconstruir em realidade aumentada ou em realidade virtual”, explica.

A experiência acumulada por Lopes foi fundamental para o projeto. Há duas décadas, o pesquisador coordena a digitalização das peças do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o que permitiu conservar digitalmente inúmeros artefatos destruídos no incêndio de 2018. Essa bagagem técnica ajudou a replicar, com precisão e velocidade, o mesmo processo no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, contribuindo para proteger uma das culturas pré-colombianas mais sofisticadas da América do Sul.

Localizado no maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta, no estado do Pará, o Museu do Marajó abriga um conjunto expressivo de artefatos que retratam a complexidade tecnológica, estética e social da cultura marajoara. Suas cerâmicas são reconhecidas por desenhos geométricos, detalhes antropomórficos e alto grau de refinamento. Reunir e digitalizar essas peças é, portanto, uma forma de preservar parte fundamental da história brasileira.

Tecnologia a serviço da memória

A digitalização das peças envolveu escaneamento 3D de alta resolução, fotogrametria e modelagem computacional. A equipe da PUC-Rio viajou até o Pará e fotografou ou escaneou cada item de diferentes ângulos, captando texturas, cores, imperfeições e volumes.

Gerson Ribeiro, especialista em escaneamento do Biodesign Lab, explica que transformar as peças físicas em objetos digitais requer atenção extrema aos detalhes. “O escaneamento funciona muito próximo ao nosso olho. Se algo impede a visão do equipamento, ele também não consegue captar. Por isso, objetos grandes ou fixos no museu foram um desafio adicional”, detalha.

Entre as tecnologias usadas, Ribeiro destaca:

  • Fotogrametria: a partir de dezenas de fotos, softwares cruzam pontos de referência e calculam a profundidade, gerando modelos tridimensionais precisos.

  • Scanner de luz infravermelha: ideal para objetos pequenos e delicados.

  • Scanner de luz branca de alta precisão: responsável pela maioria das peças e pela captura fiel das cores originais.

Essa combinação permitiu a reconstrução digital de itens quebrados e a criação de modelos tão fiéis que podem, se necessário, ser impressos em 3D para futuras exposições, pesquisas ou ações educativas.

Projeto Amazonizar: cultura, educação e impacto social

A iniciativa faz parte do Projeto Amazonizar, um amplo programa da PUC-Rio que integra ações voltadas ao meio ambiente, cultura, educação e desenvolvimento regional. A universidade mantém parceria direta com o município de Cachoeira do Arari, contribuindo para a valorização das tradições locais e a capacitação da população.

Além da digitalização do acervo, o Amazonizar promove:

  • Oficinas de empreendedorismo para artesãs bordadeiras da região.

  • Cursos e atividades de tecnologia para jovens das comunidades próximas.

  • Pesquisa acadêmica voltada à conservação e valorização da cultura marajoara.

Para a professora Jackeline Lima Farbiarz, vice-reitora de Extensão e Estratégia Pedagógica da PUC-Rio, o projeto cumpre várias funções ao mesmo tempo: promove conhecimento, fortalece vínculos comunitários e amplia a presença da Amazônia no debate universitário. “O meta-projeto Amazonizar busca tanto trazer a Amazônia para o centro das discussões da PUC-Rio quanto levar a universidade para a região, sensibilizando a comunidade acadêmica e gerando conhecimento a ser partilhado”, afirma.

A digitalização do acervo marajoara representa mais do que um avanço tecnológico. É uma ponte entre passado e futuro, que utiliza inovação para preservar identidades originárias da Amazônia e democratiza o acesso a um patrimônio muitas vezes isolado geograficamente. Ao permitir que esses artefatos circulem digitalmente em salas de aula, laboratórios e exposições virtuais, o projeto amplia o alcance cultural e reforça o compromisso com a memória brasileira.

Fonte: Agência Brasil

Tags: #tecnologiaAmazonizararqueologiaBiodesign Labcultura marajoaradigitalização 3DMuseu do MarajóParápré-colombianopreservaçãoPUC-Riorealidade aumentada
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