• Sobre
  • Política de Privacidade
Portal Muito Mais Positivo
Vsocial - Agora eu posso!
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários
No Result
View All Result
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários
No Result
View All Result
Portal Muito Mais Positivo
No Result
View All Result

Fenearte 2025 encerra edição celebrando diversidade cultural e protagonismo indígena

Maior feira de artesanato da América Latina reúne artesãos de diversas etnias, incluindo representantes internacionais, e reforça o valor simbólico e econômico das culturas tradicionais

21/07/2025
© Foto Rodrigo Gonçalves

© Foto Rodrigo Gonçalves

A Fenearte 2025, a 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato, encerra neste domingo (20), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, após 12 dias de intensas atividades. Com o tema “A Feira das Feiras”, o evento resgatou o espírito das tradicionais feiras livres do Norte e Nordeste brasileiro e contou com a presença de mais de 700 expositores, oficinas de capacitação, desfiles de moda artesanal, apresentações culturais e shows musicais.

A feira, considerada a maior do segmento na América Latina, é organizada pelo Governo de Pernambuco por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), e reúne expositores de todos os estados brasileiros e de países como Japão, África do Sul, Rússia e Turquia. Um dos destaques mais vibrantes desta edição foi a forte presença de artesãos indígenas, que ocuparam os espaços com peças que expressam a profundidade cultural de seus povos.

Os números finais da Fenearte 2025 ainda serão divulgados oficialmente, mas a expectativa da organização é manter ou superar os dados da edição passada, que movimentou R$ 108 milhões, recebeu cerca de 320 mil visitantes e teve aprovação de 98,6% do público.

No pavilhão de exposições, a arte indígena se fez presente com potência e beleza. Etnias como Funil-ô, Atikum, Xukuru, Pankará, Kapinawá, Kambiwá, Truká e Pankararu, todas de Pernambuco, ficaram concentradas na chamada Rua 18. Também participaram indígenas de outros estados, como o povo Terena, do Mato Grosso do Sul.

Luiz Carlos Frederico, da etnia Funil-ô, de Águas Belas (PE), vendeu inúmeros finehos, apitos que imitam sons de pássaros. “Isso é muito simbólico para a gente, pois os pássaros têm uma representatividade muito importante na nossa cultura. São eles que sinalizam quais frutos podemos comer na natureza. E apitar durante a Fenearte é uma forma de nos comunicarmos com eles, pedindo paz e harmonia para o evento”, explicou o artesão.

Para Maria da Saúde Batalha, da etnia Pankararu, de Petrolândia (PE), mais do que as vendas de bijuterias e produtos em algodão cru, como redes e roupas de cama, estar presente na feira tem um valor afetivo e simbólico inestimável. “Ainda não coloquei na ponta do lápis, mas a renda sempre é muito boa. Mais do que vender, o que mais me dá prazer é estar aqui representando meu povo. Quando apareço na internet ou nas filmagens da imprensa, minha família da aldeia me liga feliz, comemorando que saímos em algum lugar. A minha maior felicidade é poder trazer o nome e a tradição do meu povo para o Recife e para outras regiões”, afirmou.

Outro exemplo marcante foi o de Dilma Terena, do povo Terena, do Mato Grosso do Sul. A artesã vendeu todas as 50 peças em argila que levou para o evento. “Eu não achava que ia vender tudo tão rápido assim. É a primeira vez que saio do meu estado, que viajo de avião e que participo de uma feira desse tamanho. Estou muito feliz e espero voltar no próximo ano”, relatou, emocionada.

A Fenearte tem se consolidado como espaço fundamental para a valorização do artesanato brasileiro e a integração de culturas tradicionais ao circuito econômico formal. O evento fomenta o empreendedorismo criativo e funciona como vitrine para que artesãos ganhem reconhecimento nacional e internacional.

A presença de etnias indígenas reforça um dos objetivos centrais da feira: preservar e difundir os saberes ancestrais por meio da arte manual, promovendo o intercâmbio cultural e o protagonismo de povos historicamente marginalizados. Além do impacto econômico, a Fenearte se firma como importante instrumento de afirmação identitária e de resistência cultural.

Para quem visitou a feira, além da variedade e da riqueza estética dos produtos, ficou a experiência de um Brasil plural e vivo, expresso nas cores, formas, sons e histórias contadas pelas mãos dos artesãos. A cada edição, a Fenearte amplia seu papel como elo entre passado e futuro, tradição e inovação, arte e mercado.

Fonte: Agência Brasil

Tags: artes visuaisartesanato brasileirocultura indígenacultura nordestinaEconomia Criativafeira culturalFeneartePernambucotradição popularturismo cultural
VSocial - Agora eu posso! VSocial - Agora eu posso! VSocial - Agora eu posso!

Busque por Categoria

  • Caruanas
  • Mundo Positivo
  • Notícias Atuais
  • Pessoas Positivas
  • Poder Público Agindo
  • Serviço Voluntário
  • Sociedade Civil
  • Taquiprati
  • Voluntariado

© 2020 Portal Muito Mais Positivo

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários

© 2020 Portal Muito Mais Positivo