• Sobre
  • Política de Privacidade
Portal Muito Mais Positivo
Vsocial - Agora eu posso!
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários
No Result
View All Result
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários
No Result
View All Result
Portal Muito Mais Positivo
No Result
View All Result

Jean D’Amérique traz ao Brasil poesia como forma de resistência e esperança

Poeta, dramaturgo e romancista haitiano participa do Festival Artes Vertentes em Tiradentes (MG) e fala sobre a importância da arte diante da crise no Haiti e sobre os laços culturais entre os dois países.

15/09/2025
© Tomaz Silva/Agência Brasil

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Jean D’Amérique, poeta, dramaturgo e romancista haitiano de renome internacional, trouxe sua obra ao Brasil pela primeira vez durante o Festival Artes Vertentes, realizado em Tiradentes (MG). Conhecido por utilizar a poesia como ferramenta de resistência e esperança diante das adversidades políticas e sociais do Haiti, o artista conversou com a Agência Brasil sobre sua trajetória, o impacto da arte em sua vida e os laços culturais entre Haiti e Brasil.

O autor, que já recebeu diversos prêmios ao longo da carreira, participa da 14ª edição do festival com leituras, debates e performances. Entre as apresentações, destaca-se a peça “A Catedral dos Porcos”, premiada na França, e a montagem de “Ópera Poeira”, que retrata a história de Sanité Belair, jovem revolucionária haitiana executada pelos franceses em 1802, interpretada no Brasil pela cantora Juçara Marçal sob direção de Jé Oliveira. A encenação faz paralelos com a realidade brasileira, onde muitos heróis e heroínas negros seguem invisibilizados pela historiografia oficial.

Durante a entrevista, Jean D’Amérique ressaltou a emoção de estar em território brasileiro e destacou as semelhanças culturais entre os dois países. “Estou aqui há três dias e vi pessoas que se parecem fisicamente comigo, então é a primeira coisa que mostra que temos coisas em comum, talvez por identidade. Também percebi semelhanças na música e no ritmo, heranças dos nossos ancestrais”, afirmou.

Além de escritor, o haitiano é diretor artístico do festival Transe Poétique, realizado em Porto Príncipe. A iniciativa nasceu da necessidade de criar no Haiti um espaço internacional de poesia, valorizando o país como centro de produção cultural. “Costumamos ver a Europa como referência, mas acredito que podemos construir nossas próprias estruturas em lugares periféricos. Não precisamos sempre buscar oportunidades fora, podemos criar algo em casa”, destacou.

O festival, que reúne diferentes formas de arte como teatro, dança, fotografia e cinema, busca encorajar jovens haitianos a seguirem o caminho da poesia. Para D’Amérique, a coragem de se expressar foi decisiva em sua vida. “Ao meu redor havia muita violência. Era mais fácil encontrar uma arma do que um livro. A poesia foi minha forma de resistir e encontrar esperança”, relembrou.

Mesmo diante da crise política e social que assola o Haiti, Jean D’Amérique afirma que a arte permanece sendo um espaço de resistência e de sobrevivência espiritual. “Nunca vivi em paz em meu país. Hoje a situação piora, mas a arte é a única parte onde o Haiti ainda vai bem. Criar é uma forma de lutar por uma vida melhor e de manter a esperança”, declarou.

Segundo ele, a poesia se tornou sua principal arma contra a injustiça social e a violência política. “Escrevo não apenas para mim, mas para dar voz às pessoas marginalizadas. Minha arte é também coletiva, porque carrega a dor de um povo e de um país”, explicou.

Apesar das dificuldades, o escritor mantém o compromisso de continuar o Transe Poétique. A próxima edição está prevista para setembro do ano que vem, e sua realização depende de esforços conjuntos. “Ainda enfrentamos muitos obstáculos, mas seguimos tentando manter viva essa iniciativa, porque acredito que o Haiti deve continuar sendo também um lugar de poesia”, afirmou.

A participação de Jean D’Amérique no Festival Artes Vertentes fortalece os laços culturais entre Haiti e Brasil e reafirma o papel da arte como resistência em meio à adversidade. Ao trazer sua voz para Tiradentes, o poeta haitiano amplia o alcance de sua mensagem: a de que a criação artística, mesmo em tempos de crise, é capaz de gerar esperança, construir memórias e inspirar mudanças.

Fonte: Agência Brasil

Tags: arte e resistênciaCulturaFestival Artes VertentesHaitiJean D’Amériqueliteraturapoesia haitianaTeatroTiradentesTranse Poétique
VSocial - Agora eu posso! VSocial - Agora eu posso! VSocial - Agora eu posso!

Busque por Categoria

  • Caruanas
  • Mundo Positivo
  • Notícias Atuais
  • Pessoas Positivas
  • Poder Público Agindo
  • Serviço Voluntário
  • Sociedade Civil
  • Taquiprati
  • Voluntariado

© 2020 Portal Muito Mais Positivo

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários

© 2020 Portal Muito Mais Positivo