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Após 25 anos fora da escola, mulher trans conquista vaga em universidade federal

Trajetória de Sabriiny Fogaça evidencia desafios da exclusão educacional e a importância da EJA para retomada dos estudos

27/03/2026
© Sabriiny Fogaça/Arquivo Pessoal

© Sabriiny Fogaça/Arquivo Pessoal

Os caminhos da educação formal no Brasil ainda são marcados por desigualdades profundas, especialmente para grupos historicamente marginalizados. A trajetória de Sabriiny Fogaça Lopes, de 41 anos, é um exemplo de resistência e superação. Após 25 anos afastada da escola, ela conquistou uma vaga na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, mostrando que o acesso à educação pode transformar histórias.

Sabriiny abandonou os estudos aos 15 anos, após enfrentar episódios constantes de discriminação, violência e exclusão dentro do ambiente escolar. Na época, ainda não havia um debate amplo sobre temas como transfobia e bullying, o que tornava a situação ainda mais invisibilizada.

Apesar das dificuldades, ela sempre reconheceu a importância da educação. Gostava de estudar, participar de projetos e se envolver com a escola, mas a violência cotidiana acabou afastando-a desse espaço.

Interrupção dos estudos e desafios no mercado de trabalho

Durante mais de duas décadas longe da sala de aula, Sabriiny enfrentou dificuldades comuns a muitas pessoas trans no Brasil, especialmente no acesso ao mercado de trabalho. Sem formação completa, as oportunidades eram limitadas.

Ela chegou a trabalhar como cabeleireira, mas relata que havia um sentimento constante de incompletude. A ausência da educação formal impactava não apenas sua trajetória profissional, mas também sua autoestima e perspectivas de futuro.

Esse cenário reflete uma realidade mais ampla. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais, a maioria das pessoas trans no país não consegue concluir o ensino básico, o que limita significativamente suas oportunidades de inserção social e econômica.

Retorno aos estudos pela EJA

A virada na vida de Sabriiny começou com o incentivo de amigos e o desejo de reconstruir sua trajetória. Ela ingressou na Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade que permite a retomada dos estudos por quem não teve acesso à educação na idade regular.

No Colégio Estadual Barão de Tefé, em Seropédica, ela encontrou um ambiente acolhedor, diferente daquele que havia vivenciado na juventude. Cercada por colegas com histórias diversas, conseguiu retomar a confiança e o prazer em aprender.

Mesmo com receios iniciais, Sabriiny se integrou à rotina escolar e passou a participar ativamente de projetos. Um deles foi o programa Alunos Autores, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, no qual estudantes publicaram uma coletânea de contos.

Aprovação no Enem e ingresso na universidade

Determinada a avançar, Sabriiny prestou o Exame Nacional do Ensino Médio duas vezes e foi aprovada em ambas. Na segunda tentativa, em 2026, conquistou uma vaga no curso de Licenciatura em Educação Especial na UFRRJ — área que escolheu por afinidade com a inclusão e o respeito às diferenças.

Ela afirma que deseja contribuir para que outras pessoas tenham acesso à educação e acredita no poder transformador do ensino. Sua expectativa é se tornar uma profissional capaz de impactar positivamente a vida de seus futuros alunos.

Além disso, Sabriiny já assumiu um papel de liderança ao ser eleita Diretora de Diversidade do diretório acadêmico do curso. E seus planos não param por aí: ela pretende cursar também Serviço Social no futuro.

Desigualdade no acesso ao ensino superior

A história de Sabriiny, embora inspiradora, ainda é exceção. Dados da Antra indicam que apenas 0,3% da população trans no Brasil consegue acessar o ensino superior. Mais de 70% sequer concluem o ensino médio.

Esses números evidenciam a exclusão estrutural enfrentada por essa população, marcada por preconceito, violência e falta de políticas públicas eficazes.

Nos últimos anos, algumas iniciativas têm buscado reduzir essas desigualdades. Atualmente, dezenas de universidades públicas brasileiras adotam políticas de cotas para pessoas trans, ampliando o acesso ao ensino superior.

Importância das políticas de permanência

Especialistas destacam, no entanto, que garantir o ingresso não é suficiente. É fundamental investir em políticas de permanência, que assegurem condições para que os estudantes concluam seus cursos.

Entre as medidas necessárias estão apoio psicológico, assistência estudantil, programas de acompanhamento e ambientes seguros dentro das instituições.

EJA como porta de recomeço

A Educação de Jovens e Adultos continua sendo uma das principais portas de entrada para quem deseja retomar os estudos. De acordo com dados do Censo Escolar 2024, cerca de 2,4 milhões de estudantes estão matriculados na modalidade, sendo a maioria na rede pública.

Apesar disso, a taxa de acesso ao ensino superior entre alunos da EJA ainda é baixa. Enquanto cerca de 30% dos estudantes do ensino regular ingressam na universidade logo após a conclusão, esse índice cai para apenas 9% entre os alunos da EJA.

Uma história que inspira transformação

A trajetória de Sabriiny Fogaça simboliza não apenas uma conquista individual, mas também a importância de políticas educacionais inclusivas. Sua história mostra que, mesmo diante de obstáculos, é possível reconstruir caminhos.

Mais do que isso, evidencia a urgência de transformar o ambiente educacional em um espaço verdadeiramente acolhedor e acessível para todos, independentemente de identidade de gênero, origem ou trajetória de vida.

Ao afirmar que “nunca é tarde para começar”, Sabriiny reforça uma mensagem essencial: a educação é um direito que deve ser garantido a todos — e uma ferramenta poderosa de transformação social.

Fonte : Agência Brasil

Tags: #educacao#EnemdesigualdadediversidadeEJAensino superiorInclusãopessoas transpolíticas públicasUFRRJ
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