O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou neste domingo (18) um importante passo para o avanço da mobilidade urbana em Belém, capital do Pará. A instituição vai financiar a ampliação da Nova Rua da Marinha, obra estratégica que promete impactar positivamente a vida de aproximadamente 215 mil moradores – o equivalente a cerca de 12% da população da cidade.
Com um investimento total de R$ 253 milhões, sendo R$ 248,5 milhões provenientes do BNDES e R$ 4,5 milhões de contrapartida do governo estadual, o projeto representa uma das mais relevantes intervenções viárias da capital paraense em décadas. A expectativa é que a execução das obras gere cerca de 430 empregos diretos, contribuindo também para o estímulo da economia local durante sua implementação.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou o alcance metropolitano do empreendimento. “Mais do que uma intervenção local, a Nova Rua da Marinha é uma artéria estruturante que beneficiará toda a Região Metropolitana, melhorando o acesso a importantes equipamentos, como o Aeroporto Internacional, o Estádio Mangueirão, o Hangar Centro de Convenções e diversas unidades de saúde”, afirmou Campello.
Transformação urbana e conectividade
De acordo com informações do banco, a atual faixa da Rua da Marinha, que possui apenas 7,2 metros de largura, será expandida para até 75 metros. A via passará a contar com três faixas por sentido, um canteiro central, corredores exclusivos para o transporte público, ciclovias, áreas de estacionamento e melhorias na infraestrutura de drenagem e mobilidade.
O novo traçado também prevê a construção de rotatórias, pontes e faixas de pedestres elevadas, elementos essenciais para a segurança viária e a fluidez do trânsito. O objetivo é transformar a via em um eixo estrutural que conectará dois pontos fundamentais da malha urbana de Belém: a Rodovia Augusto Montenegro e a Avenida Centenário. Atualmente, o percurso de 7,8 quilômetros entre os extremos da via apresenta gargalos significativos de tráfego, algo que deve ser superado com a intervenção.
Segundo os estudos de impacto da obra, a ampliação poderá reduzir em até 33% o tempo médio de deslocamento no trajeto completo da via, beneficiando não apenas motoristas, mas também usuários do transporte público e ciclistas, que ganharão faixas dedicadas.
Planejamento urbano e histórico
A proposta de reestruturação da Rua da Marinha já estava contemplada no Plano Diretor de Belém desde 2008, mas somente agora o projeto começa a sair do papel com apoio efetivo do BNDES. A instituição tem atuado de maneira ativa no financiamento de obras que visam o desenvolvimento sustentável e social das cidades brasileiras, especialmente no Norte e no Nordeste, regiões historicamente carentes de grandes investimentos em infraestrutura.
A execução da obra ainda representa um marco para a preparação urbana da cidade em direção ao futuro. Com a melhoria da mobilidade urbana e a ampliação do acesso a equipamentos públicos, a Nova Rua da Marinha contribuirá para a valorização imobiliária e o ordenamento territorial de áreas periféricas.
Integração com políticas sustentáveis
Outro destaque do projeto é a integração com princípios de sustentabilidade urbana. A inclusão de ciclovias e faixas exclusivas para ônibus está alinhada às diretrizes de mobilidade ativa e transporte coletivo de baixo impacto, defendidas por organizações internacionais e cada vez mais adotadas em políticas públicas no Brasil.
A diretora do BNDES reforçou que a obra também está conectada a uma visão mais ampla de desenvolvimento urbano equilibrado. “Queremos que Belém avance na direção de um modelo de cidade mais integrada, justa e sustentável. Essa obra vai além do asfalto – ela representa qualidade de vida, inclusão e acesso”, pontuou Tereza Campello.
Com a concretização da Nova Rua da Marinha, Belém dá um passo decisivo rumo à modernização de sua malha viária, com impactos diretos na mobilidade urbana, inclusão social e crescimento econômico. A expectativa é que, concluída, a obra sirva de modelo para futuras intervenções na Região Norte.
Fonte: Agência Brasil

