• Sobre
  • Política de Privacidade
Portal Muito Mais Positivo
Vsocial - Agora eu posso!
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários
No Result
View All Result
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários
No Result
View All Result
Portal Muito Mais Positivo
No Result
View All Result

Cultura e Comércio Retornam ao Eixão do Lazer Após Reação Popular em Brasília

Uma semana após proibição, eventos culturais como o Choro no Eixo e Jazz no Eixo voltam a ocupar o espaço, reabrindo o debate sobre o uso dos espaços públicos na capital

12/09/2024
© José Cruz/Agência Brasil

© José Cruz/Agência Brasil

Uma semana após a polêmica retirada de eventos culturais e ambulantes do Eixão do Lazer, no coração de Brasília, a ocupação do espaço foi retomada. A proibição havia sido decretada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) no fim de semana anterior, provocando grande insatisfação entre músicos, comerciantes e frequentadores. A palavra-chave de foco, Eixão do Lazer, simboliza o espaço público que, há anos, vem sendo palco de diversas manifestações culturais na capital do país.

No último domingo (8), eventos tradicionais como o Choro no Eixo, Jazz no Eixo e Rock no Eixo voltaram a se realizar no local, desafiando a restrição imposta e reafirmando a ocupação popular da via. Márcio Marinho, cavaquinista e fundador do Choro no Eixo, destacou que o retorno dos eventos representa mais do que a simples realização de shows; trata-se de uma reafirmação do direito da população de se apropriar dos espaços urbanos. “Não se trata mais apenas das manifestações culturais que estão no Eixão, acho que agora a população pegou o Eixão para si, como sempre foi. É um direito de acesso à cidade que a gente não pode retroceder e perder”, declarou o músico.

A decisão do GDF de proibir os eventos e o comércio no Eixão causou revolta. Sem aviso prévio, a ação atingiu principalmente a cena cultural local, que utiliza o espaço como palco para apresentações e troca de experiências. Além disso, trabalhadores que dependem do Eixão para sua subsistência, como ambulantes que vendem alimentos e artesanato, foram diretamente afetados. Auricélia Rocha, uma das comerciantes impactadas, lamentou a ação, descrevendo-a como “truculenta”. Ela perdeu toda a comida preparada para vender no domingo anterior, afetando sua principal fonte de renda. “Eu dependo do Eixão. Minha fonte de renda é o Eixão. Eu não tenho trabalho formal. A gente produz churrasco durante a semana e no final de semana e vem vender aqui no Eixão. É o meu trabalho e de mais três pessoas”, afirmou Auricélia.

A proibição reabriu um debate maior sobre o uso dos espaços públicos urbanos. A professora Maria Fernanda Derntl, especialista em planejamento urbano da Universidade de Brasília (UnB), vê essa questão como uma oportunidade para refletir sobre a convivência entre diferentes grupos em espaços públicos. “Houve uma reação grande e a gente vê a população se apropriando do espaço. O espaço público pode ser ocupado transitoriamente, desde que não se incorra em crime ou em destruição de propriedade. Talvez esse intenso uso do Eixão exija pensar o melhor modelo de convivência. É um exercício de democracia mesmo”, disse a professora.

O Eixão, uma das principais vias de Brasília, é fechado para veículos aos domingos e feriados, quando se transforma no Eixão do Lazer. Tradicionalmente, o espaço é utilizado pela população para atividades físicas, como corrida e ciclismo. No entanto, nos últimos anos, o local passou a ser também um ponto de encontro cultural e social, com eventos como o Choro no Eixo, que reúne músicos locais e amantes da música instrumental brasileira, e com a presença de ambulantes vendendo desde bebidas e comidas até artesanato.

Com a reocupação do espaço pela população, o debate sobre o uso do Eixão do Lazer reacende discussões sobre outras áreas públicas que enfrentam conflitos semelhantes, como o Cais José Estelita, em Recife (PE), e a Orla do Guaíba, em Porto Alegre (RS). Nessas cidades, diferentes grupos sociais lutam para consolidar o uso dos espaços de acordo com suas próprias demandas e visões de urbanismo.

Diante da pressão popular, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, comentou sobre a situação em suas redes sociais. Ele afirmou que a ação foi uma tentativa de organizar o comércio local, especialmente no que diz respeito à regularização dos ambulantes, e que os eventos culturais não seriam proibidos. Rocha ressaltou que o caráter democrático do Eixão seria mantido, mas com mais controle e segurança. “Nada que retire do Eixão seu caráter de espaço de convivência democrática, de criatividade, com liberdade e segurança”, disse o governador. No entanto, ele foi firme ao destacar que a venda de bebidas alcoólicas permaneceria proibida, conforme a lei distrital 2.098 de 1998, que impede a comercialização de álcool às margens das rodovias do Distrito Federal.

Na última terça-feira (3), o GDF publicou um novo decreto que regulamenta o uso do Eixão. O documento estabelece que o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) tem 30 dias para criar um plano de uso para o espaço, e, até lá, os ambulantes poderão receber autorizações provisórias para atuar no local, exceto aqueles que vendem bebidas alcoólicas.

Leonardo Rodrigues, articulador cultural e um dos organizadores do movimento Ocupa Eixão, defende a participação ativa da sociedade na construção desse plano. Para ele, é fundamental que o diálogo entre governo, moradores e frequentadores seja uma prioridade. “Isso a gente precisa construir conjuntamente, com moradores, população, interessados e governo. Deve-se estabelecer um diálogo antes das ações”, comentou.

Maria Fernanda Derntl reforça que os conflitos sobre a ocupação de espaços públicos não devem ser vistos como obstáculos, mas como oportunidades para a prática da democracia e para o fortalecimento das discussões urbanas. “A ocupação da cidade e dos seus espaços é, por natureza, problemática. Nesse caso, houve uma ação unilateral, que não foi feita com os vários grupos interessados em ocupar a cidade. Mas essa é uma excelente oportunidade para criar espaços mais amplos de discussão das questões e dos problemas da cidade”, finalizou a especialista.

A retomada das atividades culturais no Eixão do Lazer reflete, portanto, a força da mobilização popular e o desejo de garantir o direito à cidade, à cultura e à livre ocupação de espaços públicos.

Fonte: Agência Brasil

Tags: BrasíliaChoro no Eixocomércio ambulanteCulturaEixão do Lazereventos culturaisgoverno do DFJazz no Eixoocupação urbanaRock no Eixo
VSocial - Agora eu posso! VSocial - Agora eu posso! VSocial - Agora eu posso!

Busque por Categoria

  • Caruanas
  • Mundo Positivo
  • Notícias Atuais
  • Pessoas Positivas
  • Poder Público Agindo
  • Serviço Voluntário
  • Sociedade Civil
  • Taquiprati
  • Voluntariado

© 2020 Portal Muito Mais Positivo

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Sobre
  • Notícias Atuais
  • Poder Público Agindo
  • Sociedade Civil
  • Voluntariado
  • Mundo Positivo
  • Pessoas Positivas
  • Serviços Voluntários

© 2020 Portal Muito Mais Positivo