O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) deu um passo significativo para aprimorar os serviços de saúde pública e a formação acadêmica na área médica. Neste sábado (31), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da inauguração da nova Unidade de Diagnóstico por Imagem (UDI) do hospital, ocasião marcada pela entrega de dois equipamentos de última geração: um tomógrafo computadorizado multislice e um mamógrafo com capacidade para biópsias.
A iniciativa representa um investimento de mais de R$ 8 milhões, viabilizado por meio do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), vinculado ao Ministério da Educação. A ação é coordenada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o HUB-UnB e outras 40 unidades hospitalares universitárias espalhadas pelo Brasil.
Segundo o ministro Padilha, os novos equipamentos são fundamentais para reduzir a fila de espera por exames de imagem no Distrito Federal. “Só esse tomógrafo tem capacidade de realizar, por ano, o atendimento de metade da população que está na fila esperando por uma tomografia aqui no DF. São equipamentos importantes para reduzir o tempo de espera e melhorar o diagnóstico precoce”, destacou.
Tomógrafo multislice: agilidade e precisão
O Tomógrafo Computadorizado Multislice é um dos mais modernos disponíveis na rede pública. Com 80 canais de captação de imagens em 160 cortes, ele é capaz de realizar até 1.200 exames por mês, totalizando cerca de 15 mil tomografias ao ano. A tecnologia permite obter imagens detalhadas com menor movimentação do paciente, o que torna o processo mais rápido, confortável e eficiente.
O equipamento demandou um investimento de R$ 5,45 milhões, e sua instalação no HUB deve otimizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a exames de imagem essenciais para a detecção precoce de doenças como câncer, problemas cardíacos, neurológicos e ortopédicos.
Mamógrafo com biópsia: avanço no diagnóstico do câncer de mama
Outro destaque da nova unidade é o mamógrafo digital com capacidade para biópsias, adquirido com investimento de R$ 2,14 milhões. O equipamento exibe a imagem instantaneamente, sem a necessidade da tradicional leitura de placas, o que agiliza o diagnóstico e reduz o tempo entre o exame e o tratamento.
Além disso, permite a realização de biópsias com maior precisão, facilitando a coleta de material suspeito para análise laboratorial. A expectativa é que o equipamento realize até 200 exames por mês, chegando a 3.500 mamografias ao ano, com mais conforto para as pacientes.
A incorporação do mamógrafo reforça a rede de atenção à saúde da mulher, ampliando a capacidade de rastreamento e confirmação de casos de câncer de mama, um dos que mais afetam as brasileiras e cuja detecção precoce é determinante para o sucesso do tratamento.
Infraestrutura revitalizada
Além dos novos aparelhos, a infraestrutura física da Unidade de Diagnóstico por Imagem também foi modernizada, com a revitalização das salas de ultrassom, recepção e sanitários públicos. O valor destinado a essas melhorias foi de R$ 460 mil, também oriundos do REHUF. As intervenções garantem melhor acolhimento aos usuários e condições mais adequadas de trabalho para os profissionais.
Investimento em saúde e formação
Padilha destacou que os benefícios da nova UDI vão além da assistência médica. “Isso aqui significa um esforço conjunto do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação e da Ebserh, que é a maior rede pública de hospitais universitários do Sul Global. Envolve mais de 40 hospitais universitários em todo o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo ele, o investimento também fortalece a formação de profissionais da saúde, uma vez que os equipamentos e a infraestrutura de ponta proporcionam melhores condições de aprendizado e prática para estudantes de medicina, enfermagem, radiologia e outros cursos da área.
Com a entrega da nova unidade, o HUB-UnB se consolida como referência em atendimento de média e alta complexidade, reforçando o papel estratégico dos hospitais universitários no fortalecimento do SUS, ao combinar assistência qualificada, pesquisa e ensino.
A expectativa é que a UDI contribua diretamente para reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico por imagem, uma das principais demandas reprimidas no sistema público, além de melhorar os indicadores de saúde da população do Distrito Federal e entorno.
Fonte: Agência Brasil

